Desconcerto

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Outro dia tentei chorar. Outro dia tentei abraçar meu travesseiro. Não acontece nada. Eu não consigo sofrer porque sofrer seria menos do que isso que sinto. Tentei falar. Convidei uma amiga pra jantar e tentei falar. Fiquei rouca, enjoada, até que a voz foi embora. Tentei aceitar o abraço da minha amiga, mas minha mão não conseguiu tocar nas costas dela. Não consigo ficar triste porque ficar triste é menos do que eu estou. Não consigo aceitar nenhum tipo de amor porque nenhum tipo de amor me parece do tamanho do buraco que eu me tornei.
— Tati Bernardi   (via ruadasaudade)

(Source: outros-devaneios, via faz-sonhar)


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Criticam tudo, e quero dizer mesmo tudo, sobre mim: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras; cada centrimetro de mim, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça, é objecto de mexericos e debates. São-me constantemente lançadas palavras duras e gritos, embora eu não esteja habituada a isso. Segundo as autoridades definidas, eu devia sorrir e aguentar.
— O Diário de Anne Frank.   (via ruadasaudade)

(Source: trecho-de-livros, via faz-sonhar)


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(via adieu-aveux)


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(Source: insania66, via adieu-aveux)


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Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo.
Tati Bernardi  (via sociedaderetardada)

(Source: desnorte-ada, via dontforge-t)


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Eu tô indo embora da sua vida. De vez. Sem explicações. 

(Source: a-n-g-e-l-f-o-r-g-o-t-t-e-n, via dontforge-t)




Então ela sorriu pra mim. Pra mim, porra! Sorriu e olhou tão no fundo dos meus olhos que cheguei até a pensar que se fosse possível, ela teria lido meus pensamentos apenas com aquele olhar. Eu até teria retribuído o sorriso se meu cérebro não tivesse derretido com a beleza dela. E como se aquilo tudo fosse uma tentativa de me fazer desmaiar ali no meio da rua, ela perguntou meu nome. Meu nome. Meu nome. M-e-u nome. Droga! Qual era meu nome mesmo? Ela passou um tempo infinito esperando a resposta, e eu me senti um completo idiota por ter esquecido o meu próprio nome justo na frente dela - a garota que morava na casa ao lado da minha e que saía todas as quartas-feiras pra andar de patins na praça, a que era branquinha, tinha sardas nas bochechas, cabelos pretos que chegavam à cintura e que tava perguntando o meu nome. E eu tinha esquecido, sabe-se lá por que. Até que me veio um lapso de consciência e eu lembrei. “Pedro”. Consegui me sentir mais idiota ainda, principalmente pelo fato dela ter continuado parada na minha frente, como se esperasse que eu falasse mais alguma coisa. E me veio uma única coisa na cabeça. Perguntei o nome dela também, o que foi totalmente desnecessário porque eu sabia o nome dela, e ela sabia que eu sabia. Então ela deu um sorriso com o canto da boca e respondeu. Rafaela. Não é o nome mais bonito do mundo? Eu sei que é, pelo menos pra mim. Porque ela era a garota mais bonita do mundo. A garota mais bonita do mundo que perguntou o meu nome. E eu me senti o cara mais feliz do universo. Poxa, ela gostava de mim. Dava pra perceber. Nenhuma garota perguntaria o meu nome se não gostasse de mim. Sorri por dentro e por fora também, eu acho. Então ela deu uma gargalhada e falou que sempre me via jogando bola na rua aos sábados. E eu falei que sempre a via andando de patins na praça às quartas. Ela sentou no banquinho da praça, que era totalmente desproporcional ao nosso tamanho, e ficou me olhando com uma cara de quem esperava que eu me sentasse também. Ela era bem mais bonita de perto. Então me veio coragem sei lá de onde e eu perguntei se ela tinha namorado. É, não tinha nada melhor pra perguntar. Ela ficou meio vermelha e disse que não. Foi estranho. Por um momento me senti totalmente triste e alguns segundos depois voltei a ser feliz. Acho que era amor. Acho que eu a amava. E ela só sabia o meu nome. Pensei até em perguntar se ela não gostava de mim, mas eu ia parecer mais idiota ainda se fizesse uma pergunta dessas. Era assim sempre que eu olhava pra ela, sempre que eu sentia o perfume dela do outro lado da parede (o que era possível, acredite). Era amor. E eu não podia negar. Acho até que ela sabia. Era meio óbvio. Exatamente como se estivesse escrito na minha testa “Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. E-u t-e a-m-o, porra!” E abri um sorriso enorme. Eu a amava. E ela sabia, eu acho. E bem lá no fundo, eu tinha a certeza de que ela gostava de mim. Talvez fosse só bobagem da minha cabeça, mas os sorrisos dela sempre me pareciam um sinal. Era confuso, muito confuso. Então preferi acreditar que talvez ela gostasse mesmo. A garota branquinha com sardas nas bochechas e um cabelo preto que chega até a cintura, gostava de mim. E eu teria ficado ali pra sempre com aquela certeza se ela não tivesse me interrompido no meio da minha felicidade secreta. “Você tá sorrindo sozinho, sabia? Tá pensando no que?”. Ela tinha me feito outra pergunta e… Droga! No que eu tava pensando mesmo?

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(Source: tvjunkied, via trappedinavileworlds)


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(Source: lewky, via i-need-a-superhero)


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(Source: fyawesomecosplay)